quinta-feira, 15 de novembro de 2012

HIPERONÍMIA E HIPONÍMIA, SINONÍMIA E ANTONÍMIA


Hiperonímias são aquelas palavras que apresentam um significado mais amplo do que as Hipônimas, que são um vocabulário mais específico. Podemos citar uma série de palavras com esta relação, como por exemplo: 

Doença e Dengue. Doença é tida como uma palavra Hiperonímia e Dengue como uma palavra Hipônima, pois podemos entender que dengue é uma doença, mas, nem toda a doença é Dengue. Dentro do grupo Doença, que seria uma palavra com significado mais amplo (Hiperonímia) podemos encontrar: dengue, febre amarela, rubéola, sarampo, catapora, etc. E Dengue, que seria uma palavra mais específica (Hipônima) podemos entender que está contida dentro do grupo Doença.




Sinonímia é uma divisão que estuda as palavras sinônimas, ou aquelas que possuem significado ou sentido semelhante. Por exemplo: 



O menino escolheu as melhores maçãs.
O garoto selecionou as melhores maçãs.
O mocinho optou pelas melhores maçãs.

Podemos perceber que os substantivos “garoto”, “menino” e “mocinho” têm um mesmo significado, sentido, todos correspondem e nos remete à figura de um jovem. Assim também são os verbos “escolheu”, “selecionou” e “optou”, que nos transmite ideia de escolha. Podemos concluir, a partir dessa análise, que sinonímia é a relação das palavras que possuem sentido, significados comuns. O objeto possuidor da maior quantidade de sinonímias ou sinônimos que existe é, com certeza, o dicionário.



Antonímia é o contrário da definição de sinonímia.


O Garoto aceitou as melhores maçãs.
O senhor recusou as melhores maçãs.



Percebemos que “garoto” tem significado oposto à “senhor” assim como os verbos “aceitou” e “recusou”. Assim, quando opto por uma palavra opto também pelo seu significado que de alguma forma remete a outro sentido, em oposição. Por exemplo, se alguém diz:

“Ela é inteligente”, quer dizer o mesmo que, “Ela não é burra”.


segunda-feira, 12 de novembro de 2012

SENTIDO DENOTATIVO E CONOTATIVO


Estes dois conceitos são muito fáceis de entender se lembrarmos de que duas partes distintas, mas interdependentes, constituem o signo linguístico: o significante ou plano da expressão - uma parte perceptível, constituída de sons - e o significado ou plano do conteúdo - a parte inteligível, o conceito. Por isto, numa palavra que ouvimos, percebemos um conjunto de sons (o significante), que nos faz lembrar de um conceito (o significado).
A denotação é justamente o resultado da união existente entre o significante e o significado, ou entre o plano da expressão e o plano do conteúdo. A conotação resulta do acréscimo de outros significados paralelos ao significado de base da palavra, isto é, outro plano de conteúdo pode ser combinado ao plano da expressão. Este outro plano de conteúdo reveste-se de impressões, valores afetivos e sociais, negativos ou positivos, reações psíquicas que um signo evoca.
Portanto, o sentido conotativo difere de uma cultura para outra, de uma classe social para outra, de uma época a outra. Por exemplo, as palavras senhora, esposa, mulher denotam praticamente a mesma coisa, mas têm conteúdos conotativos diversos, principalmente se pensarmos no prestígio que cada uma delas evoca.
Desta maneira, podemos dizer que os sentidos das palavras compreendem duas ordens: referencial ou denotativa e expressiva ou conotativa.
A palavra tem valor referencial ou denotativo quando é tomada no seu sentido usual ou literal, isto é, naquele que lhe atribuem os dicionários; seu sentido é objetivo, explícito, constante. Ela designa ou denota determinado objeto, referindo-se à realidade palpável.
Na primeira receita abaixo, as palavras têm um sentido objetivo, explícito, constante, estão com sentido denotativo. Na segunda, apresentam múltiplos sentidos, estão com sentido conotativo. Observa-se que os verbos que ocorrem tanto em uma quanto em outra - dissolver, cortar, juntar, servir, retirar, reservar - são aqueles que costumam ocorrer nas receitas, entretanto, o que faz a diferença são as palavras com as quais os verbos combinam combinações esperadas no texto 1 e combinações inusitadas no texto 2.



SAIBA MAIS


quinta-feira, 8 de novembro de 2012

VOCABULÁRIO E CONTEXTO


Chama-se vocabulário a um grupo de palavras conhecidas por um indivíduo ou qualquer outra entidade, concreta ou abstrata. O vocabulário próprio de uma pessoa é definido como o conjunto de palavras que esta é capaz de compreender, ou então, o conjunto de palavras que esta é capaz de utilizar na formação de novas frases.

Contexto é a relação entre o texto e a situação em que ele ocorre. Bronislaw Malinowski (Halliday & Hasan, 1989) advogou uma importante teoria acerca do contexto de uso. Ele precisou de um termo que expressasse todo um ambiente onde seria analisado, incluindo o ambiente verbal e a situação na qual o texto fosse falado. Sendo assim, com algumas apologias, criou o termo “context of situation”. Pelo contexto de uso, entendemos o ambiente onde o texto está sendo realizado.

Domínio do discurso: refere-se ao que está acontecendo, à natureza da ação social.

Tenor do discurso: refere-se à natureza dos participantes envolvidos na interação.

Modo do discurso: refere-se às funções particulares que são determinadas pela língua na situação observada.  

Sendo assim, o contexto de uso é definido pelo ambiente imediato que determinado texto está sendo produzido. Este conceito é usado para explicar por que certos textos são ditos ou escritos em ocasiões particulares e por que outros não podem. A partir do momento em que o falante lê e ouve, ele faz previsões acerca do que será reproduzido em seguida, influenciado pelo contexto da interação.